A LUZ DO SOL QUE É DEUS!!

A LUZ DO SOL QUE É DEUS!!
PAZ E ALEGRIA!!!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

AINDA ....ESPIRITISMO E POLITICA

EMAIL ENVIADO POR Date: Tue, 28 Sep 2010 05:52:45 -0300




ESPIRITISMO E POLÍTICA

Subject: Política e Espiritismo.
From: jd...sa82@gmail.com

O espírita sabe, mais do que qualquer outro – ou, deve saber – que tem maiores responsabilidades acerca de tudo que lhe envolve, sendo a política um dos quesitos fundamentais para a sociedade, ao que podemos dizer que: “ser um bom espírita é também ser um bom político”, e este ser político abrange o que concorre para o exercício e também o cidadão votante.

A vida social é uma lei natural, conforme lemos em O LIVRO DOS ESPÍRITOS, e a Política é o instrumento de organização administrativa do Estado, do qual todos devem participar ativamente, exercendo a cidadania. Ser contrário a essa instrumentação é fugir das nossas responsabilidades.

É certo que o jogo político atual é de evidente depravação, no qual imperam a corrupção e o egoísmo, mas devemos ter em mente que o nível dos nobres contemplados pelas urnas acompanha a média evolutiva desta geração. Ou seja: os eleitos representam mais ou menos fielmente seus eleitores. E por que os mal‐intencionados tanto prosperam na Política? Pela fraqueza dos bem intencionados – diriam os mentores espirituais.

Se pessoas íntegras não se envolverem nas atividades políticas, o espaço sempre ficará livre para os egoístas e corruptos. É um trabalho inicialmente qual o de uma borboleta apagando o incêndio na floresta, mas honrosa e positiva. A espiritualidade não despreza os verdadeiros esforços de caridade e aquele que levantar a bandeira do bem comum jamais estará desamparado.

Dirão que o homem honesto não tem vez nas assembleias politiqueiras, mas a luta desta bandeira não é a do sucesso para agora e já, nem da consagração no pleito: o sucesso está em dar partida a uma contrarresposta ao padrão criminoso. Moisés foi avisado que não alcançaria em vida a Terra Prometida; Galileu Galilei estava convencido que não convenceria o Tribunal da Inquisição; Schindler sabia que não conseguiria salvar todos os judeus do holocausto...

Ah, o espírito do político sincero é o de trabalhar para a sociedade sem mesmo esperar o reconhecimento de seu próprio povo; um ímpeto maior o motiva a empregar suas forças para a promoção da ética, sacrificando as apelações imediatistas. Convicto na marcha do progresso, não se vende por benefícios mesquinhos nem por aplausos e glórias curriculares.
Sim, à primeira vista, é revoltante ver tantos corruptos prosperarem, mas não percamos de vista a lei irrevogável de ação e reação: acreditemos na justiça maior e estejamos certos de que os sanguessugas, que ora riem e se fartam às custas do povo, prestarão contas e terão de devolver cada centavo indevido, ressaltando que: muito será cobrado daquele que muito recebeu. Que nossa revolta seja o de quem busca a probidade e não a vingança, rebuscando a fala do Cristo: “Bem‐aventurados os que têm cede de justiça, pois serão saciados”.

Cuidemos igualmente de não cairmos na cegueira da paixão partidária; da defesa desse e daquele nome ou legenda, porque o fanatismo nos aproxima da cumplicidade, e, consequentemente, de débitos.

Invoquemos a mensagem de “BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO” para reforçamos nosso compromisso espírita de contribuir com a grandiosa missão confiada ao nosso país, conscientes de que o êxito dela depende de nossa diligência. Somente a espiritualização pode levar a efeito a depuração política e abrir espaço para o progresso da nação.

Sejamos bons espíritas! Sejamos bons políticos!

JUVENTUDE E POLÍTICA


Juventude e política são fenômenos que mantêm uma íntima relação. Como imaginar as revoluções, as manifestações, as reivindicações sociais frente às instituições de poder sem a irreverência, a empolgação, o vigor, as esperanças e até o inconformismo encontrados comumente nos jovens?


Se incluirmos as faixas etárias entre 16 e 34 anos de idade como jovens, iremos encontrar o mais amplo grupo de eleitores brasileiros. Mais uma vez, o maior peso para conduzir o futuro político do Brasil estará nas mãos dos mais jovens.

No entanto, vivemos um período sui generis no Brasil, em que os nossos jovens não se interessam muito pela política, diferentemente do que ocorreu no auge do movimento estudantil, no combate à ditadura, na luta pela redemocratização, na manifestação dos cara-pintadas...

Há um preocupante comodismo, decorrente do modo de vida individualista e interesseiro da atualidade, com ampla atenção voltada a jogos eletrônicos, desejo consumista desenfreado, relacionamentos virtuais, falta de compromisso emocional (manifestado no ficar), aumento do uso de entorpecentes/alucinógenos, vasta oferta de produtos de entretenimento, dentre outros fatores que criam necessidades fictícias individuais e materiais, em detrimento do interesse pelo bem comum e pelo bem-estar moral.

Diante disso, cabe aos que já foram tocados pela luz do esclarecimento, conduzir o processo de transformação, pois, muito se pedirá àquele que muito recebeu. Em especial, fazemos um apelo para a iniciativa dos grupos de jovens espíritas, principalmente os que encontram dificuldades de agregação. Na atualidade, a juventude não tolera somente os estudos teóricos e apáticos, sem dinâmicas ou associações com atividades que contribuam para o bem da coletividade.

Sugiro, então, que as mocidades espíritas desenvolvam um projeto de conscientização dos jovens eleitores e busquem a comunidade onde estão inseridos para mostrar a importância da participação política responsável. Podem se identificar como “Caravana do Jovem Cidadão” ou algo parecido e marcar horários nas escolas para palestras e debates. Jovens conversando com jovens sobre as características e desafios da política brasileira e a contribuição de cada um para a melhoria desta realidade. É claro que essa iniciativa não deveria ter cor partidária, mas respeito à pluralidade e o estímulo à convivência sadia e respeitosa.

Em qualquer cartório eleitoral veremos que a maioria dos jovens que se alistam são levados por candidatos ou cabos eleitorais, usados como “massa de manobra”, outros tantos se alistam sem saber se vão votar, completamente desestimulados e outros mais, mesmo com o direito, não têm interesse em se alistar, muitas vezes pela descrença. É compreensível (mesmo que inaceitável) ver tal comportamento em pessoas que já atravessaram muitas amarguras e desilusões em uma existência, mas quando se manifesta em um jovem, espírito eterno que recebe de Deus a oportunidade de renovar seus ideais, atitudes, metas na nova encarnação, é de lamentar.

O jovem espírita tem a importante oportunidade de participar ativamente e de modo amoroso, de um movimento pacífico e organizado em campanha pelo voto responsável. Juventude espírita, o Brasil necessita de sua participação consciente na construção de uma organização social mais justa, democrática e fraterna.
A Marca de Amor
Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado,na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.

Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.
A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:

Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino,a não ser que olhassem para trás.

O professor achou magnífica a idéia da diretoria,sabia que os alunos não olhariam mais para trás.

Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição:

Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula,para dizer o por quê daquela CICATRIZ.

A turma concordou,e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:

- Sabe turma eu entendo vocês,na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:

- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora,
eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...

A turma estava em silencio atenta a tudo .

O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.

Silêncio total em sala.

-... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente...

Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar,
pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama.

Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali,não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:
- " Minha filhinha está lá dentro!"

Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...

Foi aí que decidi.

Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar.

Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa.Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha.Eu sabia o quarto em que ela estava.

Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito...

Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la,e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...

A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada então o menino continuou:

Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.

Vários alunos choravam,sem saberem o que dizerem ou fazerem,mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.

Para você que leu esta história, quero dizer que o mundo está cheio de CICATRIZ.

Não falo da CICATRIZ visível mas das cicatrizes que não se vêem,estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.

Há aproximadamente 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça.Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES..
Essas também são marcas de AMOR.

Autor desconhecido.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Há grande mérito


Há grande mérito quando os sofrimentos e as privações objetivam o bem do próximo, porquanto é a caridade pelo sacrifício.

O homem que impõe a si próprio sofrimentos para o alívio do seu próximo.

Se suportardes o frio e a fome para aquecer e alimentar alguém que precise ser aquecido e alimentado e se o vosso corpo disso se ressente, fazeis um sacrifício que Deus abençoa.

Vós que deixais os vossos aposentos perfumados para irdes à mansarda infecta levar a consolação; vós que sujais as mãos delicadas pensando chagas; vós que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que apenas é vosso irmão em Deus; vós, enfim, que despendeis a vossa saúde na prática das boas obras, tendes em tudo isso o vosso cilício, verdadeiro e abençoado cilício, visto que os gozos do mundo não vos secaram o coração, que não adormecestes no seio das volúpias enervantes da riqueza, antes vos constituístes anjos consoladores dos pobres deserdados.


Vós, porém, que vos retirais do mundo, para lhe evitar as seduções e viver no insulamento, que utilidade tendes na Terra?

Onde a vossa coragem nas provações, uma vez que fugis à luta e desertais do combate?

Se quereis um cilício, aplicai-o às vossas almas e não aos vossos corpos; mortificai o vosso Espírito e não a vossa carne; fustigai o vosso orgulho, recebei sem murmurar as humilhações; flagiciai o vosso amor-próprio; enrijai-vos contra a dor da injúria e da calúnia, mais pungente do que a dor física. Aí tendes o verdadeiro cilício cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus.

Um anjo guardião. (Paris, 1863.)
O Evangelho Segundo o Espiritismo
A paz do Mestre com todos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Amor verdadeiro!!!

Prece para Ti Mesmo


 Deus!... Sou eu que Te falo! Eu me proponho a ler este livro, já sabendo que ele trata de assuntos altamente incômodos à minha personalidade. Pelo sumário e pelo título, nota-se o quanto temos de nos esforçar como médicos de nós mesmos, fazendo diariamente a nossa cirurgia mental, de modo que ela restabeleça o equilíbrio espiritual em nosso coração, juntamente com os sentimentos.

Conheço as minhas falhas, sei que os meus pés têm pisado em terreno que não é próprio aos pés de um verdadeiro discípulo de Jesus. No entanto, estou disposto a mudar de direção, para fazer a Tua vontade e não a minha, em todos os objetivos de servir que começam a nascer em meu íntimo.

Quero confiar em Teu amor... Ajuda-me!

Quero sentir a Tua presença na minha vida...Ajuda-me!

Quero facilitar o livre trânsito do amor no meu mundo interno... Ajuda-me!

Divino Senhor! Não deixes que eu ocupe o tempo precioso vendo os defeitos alheios. Não permitas que a minha boca sirva de escândalos para alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade. Livra-me do ambiente de discórdia e de maledicência.

Deus de eterna bondade! O Teu amor conforta-me o coração! Eu Te peço que me ajudes a melhorar, porque somente Tu sabes das minhas enfermidades morais. Estou disposto a operar-me no mesmo hospital em que vivo diariamente, onde o maior enfermo sou eu. Mas quero que me ajudes em tal disposição, para fechar os olhos aos erros de quem anda comigo no mesmo caminho, para ver com clareza o que tenho de pior, para que o bisturi da boa vontade trabalhe em mim sem o impedimento da vaidade e do amor próprio. Ajuda-me a ajudar!

Senhor, eu Te peço para me lembrares, ao ler páginas de auto-educação, do que tem de ser corrigido em meus caminhos, agradecendo aos outros pelos exemplos que me ofertam no silêncio da própria vida.

Lembra-me, meu Deus, para que eu não imponha as minhas idéias nos corações dos que me cercam e vivem comigo.

Lembra-me, Senhor, para que eu adquira a obediência e a auto-educação. E quando eu tiver cultivado alguma virtude, não critique quem ainda não teve tal oportunidade. Sei que o amor não ofende, não maltrata, não enxovalha, não fere e não exige. Porém, na hora em que o bem-estar invade o meu coração, pela Tua misericórdia, eu faço tudo isso, pelo prazer de diminuir o próximo, exaltando-me naquilo que não possuo. Quero Te pedir para me ajudar a combater o egoísmo que veste, dentro de mim, variadas roupas, disfarçando-se em modalidades diversas para que eu me engane a mim mesmo, deixando imperar o orgulho.

Ajuda-me, Senhor, a ajudar a mim mesmo, na escala em que permaneço, sem ofender os outros e sem diminuir a quem quer que seja.


 Abençoa-me, e a todos, mostrando-me o que devo fazer, sem desculpas, dentro de mim mesmo.
(Autor Desconhecido)




 


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quando Deus tira algo de seu alcance, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor.

Concentre-se nesta frase ... "A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não irá protegê-lo."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Tolerância e Respeito - Sérgio Biagi Gregório
http://www.ceismael.com.br/artigo/tolerancia-e-respeito.htm

SUMARIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Sobre a Tolerância: 4.1. Os Vícios e as Virtudes; 4.2. Formas Falsas e Formas Verdadeiras de Tolerância; 4.3. Tolerância é uma Virtude Difícil. 5. Sobre o Respeito: 5.1. O Respeito em Kant; 5.2. A Lei Áurea; 5.3. A Tolerância é Passiva e o Respeito Ativo. 6. Tolerância, Respeito e Espiritismo: 6.1. Lei de justiça, Amor e Caridade; 6.2. Cristo é o Ponto Chave da Tolerância; 6.3. O Respeito ao Próximo. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

Tolerar é bom, mas respeitar é melhor. Respeitar é bom, mas amar é melhor.

1. INTRODUÇÃO
O que significa a palavra tolerância? E respeito? Tratamos o próximo da mesma forma que gostaríamos de ser tratados? Somos severos para com os outros e indulgentes para conosco ou severos para conosco e indulgentes para com os outros? Que tipo de subsídios o Espiritismo nos oferece para uma melhor interpretação do tema?

2. CONCEITO
Tolerância – do latim tolerantia, do verbo tolerare que significa suportar. É uma atitude de respeito aos pontos de vista dos outros e de compreensão para com suas eventuais fraquezas. Esta palavra está ligada a outros termos afins: paz, ecumenismo, diferença, intersubjetividade, diálogo, alteridade, não violência etc.

Respeito – do latim respectus, de reespicere que significa olhar. Sentimento de consideração àquelas pessoas ou coisas dignas de nossa veneração e gratidão, como aos pais, aos mais velhos, às coisas sagradas, aos sentimentos alheios etc.

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Em seu sentido estrito, a tolerância é o regime de liberdade concedido pelo governo de um país, onde já se tem uma forma de religião estabelecida, de praticar qualquer outra forma de religião, ou mesmo de não seguir nenhuma.

A completa liberdade religiosa é fato recente no mundo ocidental. Antes da Reforma, a Igreja católica aplicava todo o tipo de penalidades a quem quer que se desviasse da sua ortodoxia. A Reforma (1517) deu início à tolerância, mas não de forma absoluta, pois os próprios reformadores não toleravam as teses que combatiam. Os Protestantes quiseram não só submeter indivíduos, mas nações inteiras às suas opiniões. Com isso, vimos aparecer o movimento denominado "Contra-Reforma", encetado pela Igreja católica, dando origem à "guerra das religiões", de caráter político religioso. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

A intolerância religiosa foi, no processo histórico, a maior causadora das guerras entre nações. Nesse mister, o próprio catolicismo demorou muito a respeitar o pluralismo das diversas crenças. Foi somente no Concílio Vaticano II que deixou claro: 1.º) a tolerância religiosa não se baseia no falso princípio de que todas as religiões sejam verdadeiras, mas no princípio da liberdade de consciência; 2.º) esta não dispensa ninguém do dever fundamental de fidelidade à verdade, isto é, não significa que se pode mudar de religião como se muda de roupa, mas significa que a aceitação de uma fé é um ato soberanamente livre e espontâneo da consciência. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)

O ser humano moderno não é um Robinson Crusoe, desterrado em uma ilha, cuja única atividade era a de pescar e de caçar para sua sobrevivência. O homem tem que viver em sociedade, pois já se disse que ele é um animal político e social. E quando começa a se associar, a entrar em contato com mentes que pensam de forma diferente da sua, a contradição aparece. E é justamente aí que surge o ensejo de praticar a tolerância, que nada mais é do que o respeito para com o pensamento alheio.


4. SOBRE A TOLERÂNCIA

4.1. OS VÍCIOS E AS VIRTUDES


A virtude é a potência de um ato. É a atualização do que já existe no âmago do ser. A virtude do abacateiro é produzir abacate. A virtude do santo é produzir santidade. Segundo Aristóteles, a virtude deve ficar no meio, ou seja, nem se exceder para cima e nem para baixo. O relacionamento entre vício e virtude coloca-nos frente à lei da utilidade marginal decrescente, a qual nos ensina que o excesso de uma coisa pode transformar-se no seu oposto. Assim sendo, o excesso de humildade pode transformar-se em orgulho e o excesso de orgulho pode transformar-se em humildade. Tomemos o exemplo de Paulo. Depois da perda e recuperação de sua visão, no deserto de Damasco, o orgulhoso combatente de Cristo tornou-se o seu mais humilde servidor.

4.2. FORMAS FALSAS E FORMAS VERDADEIRAS DE TOLERÂNCIA

Existem formas falsas e verdadeiras de tolerância. Um exemplo de forma falsa é a do ceticismo, aquela que aceita tudo, subestima todas as divergências doutrinais, porque parte do princípio de que é impossível aproximar-se da verdade. A verdadeira tolerância é humilde, mas convicta. Respeita as idéias e condutas dos demais, sem desprezá-las, mas também sem minimizar as diferenças, porque sabe que é a contradição que leva ao bem comum. Nesse sentido, a frase atribuída a Voltaire, "Não concordo com nada do que você diz, mas defenderei o seu direito de dizê-lo até o fim", é providencial para elucidar o respeito que devemos ter para com os nossos semelhantes, sejam de que condições forem.


4.3. TOLERÂNCIA É UMA VIRTUDE DIFÍCIL

O dilema dos limites da virtude da tolerância pode resumir-se em dois princípios: "Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti" e "Não deixes que te façam o que não farias a outrem". O comodismo que norteia os nossos passos é o grande obstáculo para o não cumprimento desta virtude. Quantas não são as vezes que dizemos sim a um convite quando, com razão, deveríamos ter dito não, por faltar-nos a coragem de dizer que aquilo não faz parte de nosso projeto de vida.

Em se tratando dos erros alheios, a dificuldade está em delimitar aceitação dos mesmos. Pergunta-se: até que ponto devemos suportar as injúrias e violências, os agravos e os desatinos de nosso próximo? Qual é o limite? Jesus ensina-nos que devemos perdoar não sete, mas sete vezes sete, isto é, indefinidamente. É para sempre? Contudo, há um limite em que a paciência deixa de ser considerada virtude. Qual é o limite? Ainda: "O hábito de tudo tolerar pode ser fonte de inúmeros erros e perigos".


5. SOBRE O RESPEITO

5.1. O RESPEITO EM KANT

Em Kant, o respeito é o único sentimento comparável com o dever moral. Não é um sentimento "patológico" que procede da sensibilidade – como todos os outros – ou seja, da parte passiva do nosso ser. Ele procede da vontade. Em sua Fundamentação da Metafísica dos Costumes, define-o como a consciência da imediata determinação da vontade pela lei, ou seja, como a apreensão subjetiva da lei. Embora tenha certas semelhanças com as inclinações naturais e o temor, distingue-se de ambos porque não resulta de uma impressão recebida, mas de um conceito de razão. (Dorozói, 1993)

5.2. A LEI ÁUREA

A lei áurea já existia antes de Jesus. Os gregos diziam: "Não façais ao próximo o que não desejeis receber dele"; os persas: "Fazei como quereis que vos faça"; os chineses: "O que não desejais para vós, não façais a outrem"; os egípcios: "Deixar passar aquele que fez aos outros o que desejava para si"; os hebreus: "O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo"; os romanos: "A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo".

Com Jesus, porém, a regra áurea solidificou-se plenamente, pois o mestre não só a ensinou como a exemplificou em plenitude de trabalho, abnegação e amor. (Xavier, 1973, cap. 41)

5.3. A TOLERÂNCIA É PASSIVA E O RESPEITO ATIVO

A palavra tolerância relaciona-se com o substantivo "respeito" e o verbo "suportar". Conseqüentemente, devemos não somente respeitar como também suportar Deus, o próximo e a nós mesmos. Suportar a nós mesmos deve vir em primeiro lugar, porque não há peso mais pesado do que o nosso próprio peso. Quantas não são as vezes que pensamos estar agradando aos outros e não percebemos o elevado grau de grosseria, hostilidade e autoritarismo que lhes causamos. Eles acabam nos aturando porque não têm outra saída. É o caso do relacionamento entre o funcionário e o seu chefe. Se não lhe obedecer, estará sujeito a perder o emprego.

A tolerância obriga-nos a respeitar a regra de ouro: "Não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem". Evitar fazer mal aos outros é uma atitude meramente passiva. O respeito, ao contrário, carrega uma polaridade ativa: "Amar ao próximo como a nós mesmos". De acordo com Aristóteles, enquanto o respeito constitui uma virtude que nunca pode pecar por excesso, porque quanto mais respeito se tem mais se ama, a tolerância é o exemplo de uma virtude que se obriga ao meio termo porque, em excesso, resulta em indiferença, e, em falta, traz o sabor da intolerância. (Marques, 2001)

6. TOLERÂNCIA, RESPEITO E ESPIRITISMO

6.1. LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

A Lei de Justiça, Amor e Caridade ajuda a compreender a tolerância. Segundo o entendimento desta lei, a justiça, que é cega e fria, deve ser complementada pelo amor e pela caridade, no sentido de o ser humano conviver pacificamente com o seu próximo. Observe alguém, sem recursos financeiros, jogado ao sofrimento, como conseqüência de atos menos felizes do passado. Há justiça divina, porque nada ocorre por acaso. Mas o amor e a caridade dos semelhantes podem mitigar a sua sede e a sua fome.

6.2. CRISTO É O PONTO CHAVE DA TOLERÂNCIA

A base da tolerância está calcada na figura de Cristo. Foi Ele que nos passou todos os ensinamentos de como amar ao próximo como a nós mesmos. Ele nos deu o exemplo, renunciando a si mesmo em favor da humanidade. Fê-lo, sem queixas e sem recriminações, aceitando sempre as determinações da vontade de Deus e não a sua. Em suas prédicas alertava-nos que deveríamos ser severos para conosco mesmos e indulgentes para com o próximo, e não o contrário.

6.3. O RESPEITO AO PRÓXIMO

Respeitar o próximo é não lhe ser indiferente. É procurar vê-lo no interior do seu ser. Diz-se que o sábio pode se colocar no lugar do ignorante, mas este não pode se colocar no lugar do sábio, porque lhe faltam condições para bem avaliar o que é sabedoria, conhecimento e evolução espiritual. Contudo, os amigos espirituais nos alertam que penetrar no âmago do próximo não é tarefa fácil. Podemos fazer algumas ilações, algumas tentativas, mas como pensar com a cabeça do outro?

Numa Casa Espírita, o respeito ao próximo deve ser praticado com cada colaborador. Respeitar aquele que escolheu se dedicar aos animais, aquele que escolheu se dedicar ao trabalho de assistência social, aquele que escolheu transmitir os ensinamentos doutrinários. Nesse mister, não há trabalho mais ou menos importante, porque todos concorrem para a divulgação dos princípios doutrinários do Espiritismo.

7. CONCLUSÃO

O Espiritismo, entendido como ciência, filosofia e religião, é o que mais subsídios nos dá para respeitar as crenças e os comportamentos do nosso próximo. Isto porque, "quanto mais o ser humano sabe, melhor compreende os comportamentos humanos, desarmando-se de idéias preconcebidas, da censura sistemática, dos prejuízos das raças, de castas, de crenças, de grupos".

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967.
DUROZOI, G. e ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofia. Tradução de Marina Appenzeller. Campinas, SP: Papirus, 1993
GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.]
MARQUES, Ramiro. O Livro das Virtudes de Sempre: Ética para Professores. Portugal: Landy, 2001.
XAVIER, F. C. Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1973.
São Paulo, agosto de 2007

Amar Com Respeito


Aquilo que existe em mim e faz parte de mim... pode ser transformado... se eu quiser...

Aquilo que é do outro... só pode ser transformado por ele... e será compreendido e aceito por mim... dentro dos meus limites... se existir respeito...

Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz... se houver liberdade...

Não posso afirmar: “ Aquilo que o outro fez ou disse me feriu...” Eu é que me feri com AQUILO que ele fez ou disse... tenho opções...

Eu sou dono das minhas emoções... sensações e sentimentos... Também... das minhas atitudes... pensamentos e palavras ! maravilha...

Não é coerente dizer que fiz algo para alguém... só porque alguém fez isso comigo primeiro... Se eu agisse assim... eu seria apenas resposta e eco... sem vida...

É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir... É mais sensato perceber que sou dono das minhas ações... e se faço algo... sou o responsável por isso... tenho escolhas...

Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos... e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro... é meu direito...

Busco o AMOR em sua mais bela expressão... e por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro... Amém...

Quero amar com liberdade ! Quero amar com plenitude !

Quero Amar antes de tudo... porque é bom...

com RESPEITO e LIBERDADE ! AMAR

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Reencarnação (conferência)
Por Blog de Espiritismo http://blog-espiritismo.blogspot.com/



Nesta última sexta-feira a palestra no Centro de Cultura Espírita, em Caldas da Rainha, abordou o tema da Reencarnação.

Uns acreditam, outros questionam ou duvidam, mas a verdade é que a reencarnação é sempre um tema apelativo. Tão apelativo que muitos cientistas pesquisaram esta área, e chegaram a conclusões de que muitos dos casos que pesquisaram evidenciam a reencarnação. Mas, não só pela via cientifica se pode comprovar, mas sim também pelas comunicações mediunicas em que os Espíritos dão determinados detalhes, que depois são pesquisados e se confirmam.

A reencarnação evidência outra coisa: a imortalidade da alma.

Todos temos uma vida, dado que fomos criados, simples e ignorantes por Deus, e continuaremos nossa caminhada, no aperfeiçoamento, até que um dia façamos parte do mundo onde habitam os Espíritos Puros. Para chegar até esse ponto, vamos tendo várias reencarnações, nascendo em novos corpos de carne, tendo novas etapas na vida, com novas famílias, novos trabalhos, novas oportunidades. Esta explica as diferenças entre os Homens, o porquê de nascerem com condições diferentes entre si, quer no intelecto, ou moral, ou económico, de saúde, etc...

Só assim percebemos o porquê dessas diferenças, pois que a Justiça Divina não desampara ninguém, e a todos dá as mesmas possibilidades.
A palestrante destacou que somos constituídos por Espírito, Perispírito, e ainda Corpo Físico.

É no perispírito que estão arquivadas todas as nossas lembranças vividas no pretérito, e assim todo o conhecimento vivido e adquirido, sem que, o percamos a cada nova existência. Assim, todas as nossas tendências actuais, todo o conhecimento, todas as provas por que passamos, fazem ligação com o passado, e assim se demonstra a importância do perispírito. Este é o corpo do Espírito, que o acompanha na sua caminhada, e com a evolução do espírito este fica mais etéreo, até chegar ao ponto se confundirem os dois.

Foram projectadas, na sala onde decorria a palestra, 7 perguntas, sobre reencarnação, que foram feitas ao Dr. Ricardo Di Bernardi, médico homeopata geral e pediatra, espírita, palestrante e autor de diversos livros.

- Qual o número de vezes que já reencarnamos? Dizem que são 7, é verdade?

(*)Di Bernardi salientou que a reencarnação varia de individuo para individuo, pois tem a ver com o esforço deste na sua caminhada nas diversas existências. Não existe, portanto, nº fixo de reencarnações.

- De quanto em quanto tempo o Espírito reencarna?

Não existe uma tabela que defina o espaço entre reencarnações.

Para os Espíritos mais primitivos a reencarnação dar-se-á de forma mais rápida, no que ao tempo diz respeito. Sabe-se que tudo tem a ver com as necessidades do Espírito, pelas provas e aprendizagem porque tem de passar.

- Quem é que escolhe o tipo de vida que vamos levar na Terra quando reencarnamos?

Quando se trata de um Espírito que se recusa reencarnar, ou que ainda não tem noção das provas por que tem de passar, são os Espíritos Superiores que o orientam, pois estes sabem quais as provas pelas quais terá de passar. Assim, podemos observar que muitas vezes o Espírito reencarna de forma compulsória e durante a sua vida terrena pode mostra-se, em muitas situações, de forma contrariada.

Quando o Espírito tem noção dos seus actos, ele mesmo escolhe o tipo de provas pelas quais pretende passar, pois sabe que estas são precisas ao seu adiantamento.

- O esquecimento das vidas passadas é necessário? e porquê?

Sim, porque nem tudo nos é permitido saber.

Todos já cometemos actos que se hoje fossem do nosso conhecimento decerto nos envergonharíamos de os ter cometido.

Assim Deus oculta-nos esse conhecimento, e só assim é possível convivermos no círculo familiar, pois que faríamos se soubéssemos que o nosso parente, ou amigo, foi o nosso algoz numa vida passada? De certo isso nos condicionaria o livre-arbítrio, bem como o colocar em prática o que Jesus nos ensinou: o Amor.

- Seria possível um ser humano renascer como animal?
Não. Isso seria retroceder na escala evolutiva.

"A reencarnação, como os Espíritos a ensinam, se funda, ao contrário, na marcha ascendente da Natureza e na progressão do homem, dentro da sua própria espécie (...)", em O Livro dos Espíritos.

- O que o Sr. acha que foi em vida passada?

Todos fomos menos evoluídos, quer no intelecto quer moralmente; todos fomos mais egoístas, mais intolerantes.

Allan Kardec perguntou aos Espíritos se podíamos saber o que fomos em vidas passadas, ao que estes responderam para vermos nossas tendências actuais. Assim, pela nossa forma de agir, pelos obstáculos que temos, pelas limitações, quer também pela fé, esperança que temos, podemos fazer um juízo sobre o que teríamos sido no pretérito.

- Em termos de reencarnação, como vocês espíritas vêem a posição da Terra no contexto do Universo?

Podemos observar a escala dos mundos que os Espíritos ditaram a Kardec. Estes apontam 5 grandes classes de mundos (Primitivos; Expiação e provas; Regeneração; Ditosos ou felizes; Puros). A Terra, encontra-se na categoria de Expiação e provas, onde o mal ainda se supera ao bem, e onde o Espírito tem de expiar sua conduta, pelos erros que cometeu. No entanto, no planeta Terra o Espírito também pode ter missões, que o engrandecem, e que lhe atestam a perseverância e evolução.


A reencarnação possibilita a evolução do Homem, pois a cada existência ele fica mais próximo de Deus. A reencarnação não é uma punição, mas antes uma oportunidade que Deus dá a todos, de forma a repararmos nossas faltas, aprender com elas, e caminharmos na evolução que nos está destinada.



(*) As respostas não são transcrições das respostas dadas pelo Dr. Ricardo Di Bernardi, mas sim um resumo entre o que ele respondeu e o que se debateu na presente palestra.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

JEMB. QUE BRILHE A LUZ DO SOL QUE É DEUS ! REUNIÃO AMANHÃ!


                Qual a IMPORTÂNCIA da AMIZADE?


Desde os tempos bíblicos a amizade foi tida como algo precioso. Ela é enaltecida no livro do Eclesiastes, sendo comparada a um tesouro.

Para todos aqueles que desfrutam de boas amizades, não é novidade afirmar que é ótimo estar com os amigos.

Agora, no entanto, provas científicas sólidas afirmam que a amizade é capaz de prolongar a vida.

Shelley Taylor, psicóloga pesquisadora da Universidade da Califórnia, em Los Ângeles, diz que a amizade “desempenha um papel muito mais importante na manutenção da saúde e da longevidade do que a maioria das pessoas imagina.”

Diz que os “laços sociais são o remédio mais em conta que existe.”

Desde 1979 vêm se intensificando pesquisas em torno da ação da amizade. Ainda na Califórnia, durante nove anos, cinco mil moradores do Condado de Alameda foram submetidos a pesquisas.

Foi constatado que as pessoas que tinham o maior número de relações sociais apresentaram menos da metade da probabilidade de morrer, comparados aos que tinham o menor número de relacionamentos.

Mais de uma centena de estudos confirma os benefícios que a amizade traz para a saúde.

Quem tem amigos, tem mais chances de sobreviver às doenças de alto risco, possui um sistema imunológico mais forte e com maior capacidade de regeneração, melhora sua saúde mental e vive mais do que as pessoas sem esse suporte social.

Segundo os pesquisadores, o fato de ter amigos confiáveis significa menos hormônios de estresse fluindo pelo organismo, mesmo diante de problemas. É menor o risco de a pressão arterial e os batimentos cardíacos aumentarem de modo brusco.

Este importante detalhe ajuda a prevenir danos arteriais. Ao longo de toda uma vida, essas diferenças sutis podem resultar numa grande proteção contra as agressões do tempo e das doenças.

Pesquisas em vários Estados americanos, no Japão e na Escandinávia são unânimes em afirmar que é ótimo ter amigos.

Por isso, mesmo que a sua agenda esteja superlotada, não esqueça de dedicar um pouco de atenção para o florescimento e a manutenção das suas amizades.

Marque um encontro para um lanche. Ou uma caminhada pela manhã, antes de ir para o trabalho.

Reserve uma noite, ao menos, por mês para se encontrar com os amigos.

Esteja presente nos acontecimentos importantes na vida de seus amigos, como casamentos, formaturas, aniversários, enterros. Acredite: sua presença vai fazer a diferença.

Programe-se para realizar algumas tarefas de rotina, com os amigos, aproveitando os tempinhos sempre preciosos, enquanto faz compras no mercado, vai ao banco, pratica exercícios, assiste o jogo de futebol de seu filho.

O importante é não perder contato. Se o amigo está distante, telefone, utilize o fax, o correio eletrônico. Faça o que puder para manter o relacionamento de amizade.

Na alegria ou na tristeza, esteja com seus amigos.

* * *
Amizade é excelente presença de Deus no relacionamento das almas.

Apóie-se nas companhias caras ao seu coração. Deixe-se envolver pelo bem-querer.

Cultive a amizade, permitindo-se o salutar intercâmbio de idéias, sentimentos, alegrias.

Alimente a sua vida com essas horas de agradável convívio ao lado de quem você quer bem e se permita usufruir felicidade.

Você já parou para pensar sobre o valor da amizade?

Às vezes nos encontramos preocupados, ansiosos,

em volta há situações complicadas, nos sentindo meio que perdidos, mas somente o fato de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está no íntimo, já nos sentimos melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.

Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença traz de volta o sol a brilhar em nossa vida.

A simplicidade das brincadeiras pueris, da conversa informal,momentos de descontração que muitas vezes pode ser numa conversa rápida ao telefone, no vai e vem do dia ou da noite,no ambiente de trabalho ou de escola, enfim, em qualquer lugar a qualquer hora.

Entretanto, não existe só alegria, amor, felicidade nesta relação que como em qualquer outro relacionamento,passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais.

Ainda que tenhamos muito carinho pelo amigo em questão,às vezes por insegurança, por ciúme, por estarmos emocionalmente alterados ou nos sentindo pressionados,acabamos sendo injustos com ele e isso pode ser recíproco.

Podemos comparar esse elo de amizade ao tempo que passa por alterações climáticas constantemente, mas é dessa forma que aprendemos a nos conhecer, compartilhar momentos, que se desenvolve uma amizade.

Diante do amigo somos nós mesmos, deixamos vir à tona nossos pensamentos a respeito das coisas, da vida, nos mostramos como verdadeiramente somos.

Há amigos que nos ensinam muito, nos fazem enxergar situações que às vezes não percebemos o seu real sentido,compartilham a sua experiência conosco, nos falam usando da verdade que buscamos encontrar.

São eles também que nos chamam a razão, chamando a nossa atenção quando agimos de modo contraditório, que nos dizem coisas que não queremos ouvir, aceitar, compreender.

Ao longo de nossa vida muitos amigos passam por ela e nos deixam saudade, mas também deixam a recordação de tudo que foi vivido.

É na amizade verdadeira que encontramos sinceridade, lealdade, afinidade, cumplicidade, simplicidade, fraternidade.

Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo da nossa jornada espiritual, extrapolando os limites do tempo, continuando quando e onde Deus assim o permitir."

Bella Burgos
Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/pm/?f=sent#ixzz0qx0kpZ7a

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Quem foi Cáritas.‏

A prece de Cáritas é a mais linda e comovente em toda a literatura espírita, mas sua origem não é muito conhecida: se perguntarem à maioria dos espíritas como ela surgiu, e o porquê da denominação de “Cáritas”, poucas pessoas arriscarão dar um parecer.


“Chamo-me Caridade, sou o caminho principal que conduz a Deus; segui-me, eu sou a meta a que vós todos deveis visar”.

O que se apregoa nos meios religiosos, e principalmente no movimento espírita, é que “Cáritas” é um espírito que se comunicava através das faculdades de uma das grandes médiuns de seu tempo: Madame W. Krell, no círculo espírita de Bordeux, na França de Allan Kardec. A prece foi psicografada na véspera do Natal de dezembro de 1873, há mais de cem anos.


Acredita-se que esse espírito foi no passado a figura de Irene, que foi martirizada em Roma no ano 305, quando das perseguições do Imperador Diocleciano. Canonizada por sua religião – a posteriori – veio a ser conhecida como Santa Irene – ela e suas irmãs foram convertidas ao Cristianismo. Diocleciano determinou perseguição aos cristãos, e ela foi acusada de possuir “livros proibidos” e, por isso mesmo, foi condenada à fogueira enquanto suas irmãs foram degoladas à sua frente.

Madame Krell, esquecida no presente, pode ser considerada uma das maiores médiuns psicográficos da história do Espiritismo. A perfeição extraordinária de mensagens psicografadas dos maiores nomes da poesia francesa não poderia jamais colocar o nome da médium em cheque. Na prosa, Madame Kreel recebia constantes comunicações do Espírito de/da Verdade, Dumas, Lacordaire, Lamennais, Pascal, do famoso grego Ésopo, Fénelon e outros que foram publicados no livro “Rayonnementes de la Vie Spirituelle”, em maio de 1875. Ressalte-se que madame Kreel psicografava em transe, tendo colocado no papel o trabalho de Lamartine, André Chénier, Alfred de Musset, Edgard Allan Poe, Saint-Beuve, além de mensagens como “A esmola espiritual” e “Como servir a religião espiritual”:

“A esmola, meus amigos, algumas vezes é útil, porque alivia os pobres. Mas é quase sempre humilhante tanto para quem dá, quanto para quem a recebe. A caridade, pelo contrário, liga o benfeitor e o beneficiário e, além disso, se disfarça de tantas maneiras! A caridade pode ser praticada mesmo entre colegas e amigos, sendo indulgentes uns para com os outros, perdoando-se mutuamente suas fraquezas, cuidando de não ferir o amor-próprio de ninguém.”

domingo, 12 de setembro de 2010

DOENÇAS

DOENÇAS


1 - ENFERMOS E ENFERMIDADES

Vamos investigar as causas fundamentais que dão origem às enfermidades do CORPO e da MENTE, que tanto fustigam os habitantes do nosso planeta, e que são, de uma forma ou de outra, A FONTE PRINCIPAL DOS NOSSOS SOFRIMENTOS E PESARES.

Os homens de ciência, desde a mais remota antiguidade, vêm promovendo incansavelmente uma guerra sem tréguas na tentativa de identificar as origens, entender o desenvolvimento e descobrir o modo de tratar cada um dos males que atacam a espécie humana. Nessa luta, quase desesperada, muitas batalhas foram vencidas. Hoje grande parte das enfermidades pode ser debelada e muitas outras evitadas.

De um modo até certo ponto desconcertante, observamos, contudo, que ao se conseguir controlar uma determinada doença grave, uma outra prontamente vem tomar seu lugar no papel de flagelo dos homens. Se meditarmos um pouco, vamos observar que é exatamente isso que tem ocorrido no decorrer dos tempos.

No início foi a lepra, depois a peste, a tuberculose, a paralisia infantil, o câncer e as doenças cardiovasculares, e finalmente, hoje, o desafio maior parece ser o controle da AIDS (Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida). A medicina, teimosamente fazendo questão de ignorar os aspectos ligados ao Espírito, tem estudado o homem apenas pela metade, já que tem limitado suas pesquisas exclusivamente ao corpo físico. Por isso mesmo tem amargado muitas derrotas.

Sem se admitir a existência do Espírito, da lei do carma, da reencamação e das permutas fluídicas em que permanentemente estamos envolvidos, fica muito difícil entender e lidar com a maioria das enfermidades que nos acometem. O passista responsável não pode de forma alguma cometer, também, esse equívoco dos cientistas e, já que o seu objetivo maior é ajudar a restaurar o equilíbrio orgânico do paciente, deve dedicar-se continuamente ao estudo das situações que conduzem e influenciam tais desequilíbrios. Imbuído dessa convicção, o qual tem por objetivo facilitar a compreensão dos mecanismos das ações benéficas e deletérias que os fluidos podem causar. Este capítulo tem também o objetivo de expor a forma pela qual os componentes cármicos afetam o nosso equilíbrio orgânico.

Mesmo nos casos tão comuns de infestações microbianas, o estado fluídico do organismo e as predisposições cármicas representam fatores absolutamente determinantes. Bezerra de Menezes, segundo relato contido no livro "Grilhões Partidos", revela-nos que "toda enfermidade, resguardada em qualquer nomenclatura, sempre resulta das conquistas negativas do passado espiritual de cada um."

De conformidade com suas origens, as enfermidades humanas podem ser classificadas, pois, em três grandes grupos que são:

— Patologias fluídico-ambientais;

— Patologias obsessivas; e

— Patologias cármicas.

Esta classificação, ora proposta, evidentemente, nada tem de absoluta, pois é muito comum nos depararmos com mais de um destes fatores associados, apresentando-se como origem de uma determinada enfermidade, num determinado indivíduo. Por outro lado, concordamos também que todo processo obsessivo e as predisposições a patologias ambientais têm, sempre, em última análise, um componente cármico.

O que pretendemos com essa classificação é apenas simplificar o estudo das causas segundo as quais cada um desses aspectos é desencadeado, bem como estudar seus mecanismos gerais de ação. Com esse objetivo em mente, passaremos a estudar, individualmente, cada um desses grupos.

2 - PATOLOGIAS FLUÍDICO-AMBIENTAIS

Vivemos todos os momentos da nossa vida literalmente envoltos em emanações fluídicas das mais variadas espécies e, razão da própria categoria evolutiva primária do nosso planeta, em quase todos os locais, predominam ainda os fluidos de qualidade inferior.

Se considerarmos que cada um de nós está continuamente não só a emitir mas também a absorver fluidos do ambiente em que se encontra, e que estes fluidos exercem ações marcantes sobre o nosso organismo, fica fácil perceber quanto ao perigo potencial a que permanentemente estamos expostos.

Em decorrência da absorção de fluidos deletérios ambientais é que, na grande maioria das vezes, desfaz-se a harmonia funcional relativa em que se mantém o nosso organismo, fenômeno que se exterioriza, geralmente, sob a forma de uma enfermidade qualquer. Quando isso ocorre estamos diante de um exemplo típico do a que chamamos patologia fluídico-ambiental.

As patologias fiuídico-ambientais, afortunadamente, nem sempre atingem o seu último e mais grave estágio, que se caracteriza pelo comprometimento perceptível do corpo físico. Se nos mantivéssemos um pouco mais atentos, buscando evitá-las ou mesmo combatendo-as nos primeiros estágios, com certeza teríamos um mundo com menos desequilíbrios e enfermidades. A maior dificuldade, reconhecemos, é que, para a grande maioria das pessoas, não é fácil perceber a instalação de uma patologia fluídica nos seus primeiros momentos, justamente a ocasião em que seria mais fácil combatê-la. Após atingido o corpo físico, os cuidados necessários já são de ordem bem mais complexa, e os prejuízos, mais acentuados.

Aqui, como em qualquer outra enfermidade, o ideal mesmo é a prevenção. Devemos usar sempre de todos os meios possíveis, a fim de evitar a absorção de fluidos de qualidade inferior. A forma mais adequada de evitarmos problemas de ordem fluídica é procurarmos manter um padrão vibratório elevado, cultivando bons pensamentos. Deste modo, estará excluída a possibilidade de entrarmos em sintonia com fluidos de qualidade inferior. Já vimos anteriormente que, se estivermos vigilantes, todo o tempo, contra sentimentos e pensamentos inferiores, também, todo o tempo, estaremos envolvidos numa verdadeira "atmosfera fluídica" salutar, que, por ação da Lei Fundamental dos Fluidos, nos resguardará de qualquer influência perniciosa por parte dos fluidos do ambiente.

Assim procedendo, estaremos criando defesas contra patologias de origem ambiental, mesmo que necessitemos, por uma razão qualquer, frequentar ambientes poluídos, do ponto de vista fluídico. Imperfeitos que somos, naturalmente teremos dificuldades de manter a vigilância permanentemente. Devemos, contudo, promover um esforço mais sério quando nos encontrarmos em locais que, por sua própria natureza, favoreçam um teor vibratório de baixa qualidade. O ideal, é claro, seria evitá-los, mas sabemos que isso nem sempre é possível.

Temos certeza de que o leitor está imaginando estarmos nos referindo a ambientes como bares, casas de jogos, boates, cinemas pornográficos, etc. Há contudo muitos outros a respeito dos quais, também, deveremos estar prevenidos. São locais onde a qualidade predominante dos fluidos não é boa, não sendo este fato, contudo, evidente por si mesmo. Neles será sempre mais fácil sermos apanhados desprevenidos. Muitas vezes trata-se da casa de um amigo ou parente, ou até da sala de trabalho de um colega de repartição. Em qualquer desses locais, podem predominar fluidos de inveja, ciúme, maledicência, ira, etc., etc.

Evitar ambientes fluidicamente poluídos é uma recomendação que se aplica genericamente a todos, embora com maior rigor às pessoas que não estejam em condições razoáveis de equilíbrio e aos passistas, principalmente nos dias dedicados ao trabalho assistêncial. Aos primeiros, a recomendação é feita porque eles se encontram mais vulneráveis, e aos segundos, porque devem promover todo o esforço para chegar à instituição onde executam o seu trabalho nas melhores condições possíveis de equilíbrio. E, é sempre melhor não arriscar.

De qualquer forma se, por invigilância, deixarmos cair o nosso padrão vibratório e, em consequência, captarmos fluidos indesejáveis, deveremos recorrer, tão cedo quanto possível, a um dos mecanismos de limpeza fluídica ao nosso alcance, de modo a evitar as consequências desagradáveis que certamente se apresentarão. Várias opções podem ser utilizadas para que se efetue a limpeza fluídica do nosso organismo, merecendo destaques especiais o passe e a prece.


3 - PATOLOGIAS OBSESSIVAS


No decorrer das nossas inúmeras encarnações, temos prejudicado, por ações e, algumas vezes, por omissões, companheiros da longa jornada evolutiva que estamos todos a empreender. Na tentativa de assumir posições de maior destaque e quase sempre com vistas a satisfazer a vaidade pessoal, geralmente comandada pelo sentimento mesquinho do egoísmo, é que temos, tantas vezes, usurpado direitos, subjugado infelizes, praticado violências, pregado a desunião, arquitetado e executado planos nefastos de dominação, enfim, usado de modo indigno as ferramentas benditas de progresso que Deus nos concedeu.

E, dessa forma, no decorrer das nossas múltiplas encarnações, temos transformado em vítimas ou comparsas tantos dos que conosco têm partilhado experiências reencarnatórias que se destinavam, com certeza, ao aprendizado e aperfeiçoamento recíproco. A preservação da individualidade após a morte do corpo físico dá, a muitos desses companheiros vilipendiados, imbuídos de sentimentos de rancor, a oportunidade de buscar o revide. Procuram nos localizar e, quando o conseguem, colocam-se na condição de cobradores ferrenhos, arquitetando planos terríveis de vingança e constituindo-se no que a terminologia espírita denomina genericamente de obsessores cármicos.

Os obsessores cármicos são, portanto, geralmente, ex-vítimas nossas, de um passado mais ou menos remoto e que, hoje, na condição de Espíritos desencarnados, imbuídos de sentimentos rancorosos, procuram nos prejudicar por todos os meios possíveis. Em geral eles operam em grupos, pois assim conseguem resultados mais rápidos e contundentes.

Os processos obsessivos podem também se instalar por razões exatamente opostas às que acabamos de referir. São os casos de obsessão por afinidade. Esta é a situação em que um Espírito desencarnado, normalmente ainda muito ligado às coisas materiais, identifica em um encarnado inclinações e sentimentos semelhantes aos seus e, exatamente por isso, se elege nosso companheiro permanente.

Observe-se que, neste caso, não há motivação deliberada de causar mal, mas, apesar disso, a presença constante do obsessor já é suficiente para desarmonizar completamente o parceiro encarnado. Dizemos "parceiro" porque, na maioria destes casos, se estabelece uma verdadeira simbiose entre obsessor e obsediado, ficando difícil mesmo identificar, verdadeiramente, quem obsidia quem.

Como parte ainda desta última categoria de obsessão, observam-se casos em que o Espírito obsessor ignora completamente a sua própria condição de desencarnado. Ele apresenta-se geralmente um pouco confuso, em vista das situações novas que está vivenciando e que não compreende bem. Não raro, apresenta ainda todas as sensações que experimentava por ocasião do seu desenlace e, por isso mesmo, ao se aproximar de um encarnado, transmite-lhe a sintomatologia completa da enfermidade ou acidente que causou a sua morte. Os prejuízos são evidentes.

Quaisquer que sejam as origens de um processo obsessivo, ou a motivação do obsessor, ou obsessores, o que há de certo é que os incômodos e prejuízos são sempre muitos e graves, não raro levando o obsidiado à condição final de completa loucura. Naturalmente, até chegar a esta condição extrema muito tempo poderá decorrer e muitos estágios intermediários serão observados. Primeiro, pode manifestar-se uma simples dor de cabeça insistente, uma ligeira insônia, depois uma certa irritação nervosa mais ou menos permanente, uma propensão mais acentuada para discutir pelos menores motivos e assim por diante.

Após instalada, a tendência da obsessão é agravar-se continuamente e, se não for devidamente tratada, a situação do paciente tende a agravar-se com o tempo, aparecendo a cada dia novos sintomas. É comum inclusive que o desequilíbrio se estenda também a outras pessoas que convivam com ele. Novamente, aqui, o ideal mesmo é a prevenção, mas, se ela não aconteceu e o processo já se instalou, o enfermo deve ser tratado tão logo o problema seja identificado, a fim de evitarem-se maiores comprometimentos, principalmente do corpo físico. Quando tarda o tratamento adequado, é comum persistirem lesões irreversíveis, mesmo após eliminadas as causas que deram origem ao processo.

Os casos de obsessão com motivações de vingança — obsessão cármica — apresentam-se, naturalmente, como os mais sérios, primeiro porque será mais difícil convencer o obsessor a desistir do seu intento, depois porque, além dos prejuízos normais que a proximidade continuada de um Espírito desencarnado pode causar, temos ainda um fator agravante consequente das emanações fluídicas de ódio, vingança, etc., emitidas continuamente pelo obsessor.

E importante observar que, à proporção que o processo obsessivo vai desarmonizando o obsidiado, ele, em consequência, passa a cair em estados frequentes de irritação e agressividade, assim se colocando cada vez mais em sintonia com as emissões fluídicas do obsessor, passando, desta forma, a atraí-las e absorvê-las fartamente. Esta a razão principal de ser a evolução da obsessão, em geral, muito lenta no início e, a partir de um determinado momento, tudo passa a acontecer como uma verdadeira avalancha. Nos processos obsessivos, o passe pode vir a ser um mecanismo de rearmonização de valor inestimável, embora sempre como terapia de natureza complementar.

4 - PATOLOGIAS CÁRMICAS

Nas encarnações passadas e, não raro, na atual, temos utilizado o nosso organismo de maneira imprópria, comprometendo, com frequência, o seu delicado equilíbrio funcional, chegando mesmo, muitas vezes, a provocar redução do tempo de permanência no plano físico. Em certas ocasiões o uso inadequado a que nos referimos está relacionado com o funcionamento do próprio , organismo. É o caso da utilização abusiva do álcool, do vício do fumo, das drogas, dos excessos alimentares, etc. Em outras ocasiões o problema está vinculado a aspectos puramente comportamentais, isto é, ao modo como fazemos uso das nossas potencialidades, principalmente intelectuais, ou de como tiramos proveito da posição ocupada na sociedade.

Não se pode esquecer também a mais grave de todas as insanidades comportamentais, que é a destruição premeditada da própria vida. Em qualquer caso, sempre que viermos a ser os responsáveis diretos ou indiretos por prejuízos causados ao nosso organismo ou a terceiros, estaremos nos colocando, inapelavelmente, na condição de devedores perante a lei do carma e, mais cedo ou mais tarde, teremos que corrigir os desvios praticados e compensar os prejuízos causados.

De um modo simplificado, os mecanismos de ação da lei do carma, podem ser expostos da seguinte forma: Se o erro cometido tem sua causa primária ligada aos aspectos puramente funcionais do organismo — suicídio, bebida, drogas, etc. —, a ação cármica corretiva desencadeia-se de imediato. Ela se manifesta, de início, através dos padecimentos resultantes das lesões causadas ao corpo físico, não raro agravadas por constrangimentos de ordem social, e tem continuidade após a morte, em razão de que, lesionado o corpo físico, ocorre automaticamente e, quase simultaneamente, lesão correspondente na organização perispiritual do indivíduo. Essas lesões no perispírito são responsáveis pelo sofrimento, presente e real para o Espírito, que se manifesta após o seu desenlace, estendendo-se por um tempo que pode vir a ser bastante longo, com elevada probabilidade, inclusive, de estender-se a encarnações futuras.

Nos casos, em que os aspectos morais são determinantes, o mecanismo punitivo-educativo é distinto e, como veremos, nem sempre se inicia de imediato. O mecanismo de resgate cármico, em tais casos, é desencadeado a partir da percepção do erro cometido, sendo dependente, portanto, da capacidade de discernimento já adquirida pelo indivíduo, quanto ao conceito do certo e errado relativo àquela ocorrência.

A conscientização de haver praticado um delito desenvolve no indivíduo um complexo de culpa, que é o elemento desencadeante do processo de resgate. Podemos, pois, cometer hoje um delito de fundamentação moral e só nos apercebermos da sua natureza delituosa após decorrido um longo tempo. Isso explica o caso de pessoas que resgatam, no presente, débitos contraídos em épocas bastante recuadas no tempo.

Tudo está relacionado, pois, com o estado de evolução moral alcançado pelo indivíduo, ou seja, com a sua capacidade de melhor compreender as leis universais de equilíbrio a que todos nos encontramos sujeitos. Em resumo, pode-se dizer que, ao se aperceber de ter cometido, no pretérito próximo ou remoto, um ato que se choca com o padrão moral que já adquiriu, desencadeia-se no indivíduo um sentimento de culpa que passa a exigir dele as medidas corretivas correspondentes. A própria percepção do erro já é suficiente para desarmonizar a sua organização perispiritual, exatamente na região que tem ligações com o fato delituoso em questão.

Aquele que usou, por exemplo, sua capacidade oratória para induzir pessoas ao erro, irá automaticamente embotar aquele aspecto da sua capacidade intelectual. Aquele que participou, como agente ou paciente voluntário, de abortos criminosos irá comprometer inapelavelmente sua organização espiritual na parte relativa ao aparelho reprodutor.

Sobre o aborto, André Luiz nos assegura que "O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo perispiritual (...), mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte (...)." E, mais adiante, complementa, aquele autor espiritual, que as consequências mais comuns daí resultantes são a ocorrência, em encarnações posteriores, da gravidez tubária, das hemorragias gestacionais, da maior propensão para as infecções do sistema genital, dos tumores de útero e ovários e, muitas vezes, da impossibilidade total para a procriação.

Em geral, os que se encontram hoje em processo de resgate de dívidas cármicas ligadas ao comportamento, é que já desenvolveram um senso moral que, por um lado, os habilitou a se aperceberem daqueles erros que estão a expiar e, por outro, tornou impossível a convivência com a culpa correspondente. A expiação tornou-se inadiável.

Está explicado porque aqueles indivíduos que ainda não se moralizaram adequadamente parecem ter uma existência imune a muitas das aflições que acometem outros cujo comportamento apresenta-se, hoje, muito mais equilibrado. A sabedoria divina é realmente perfeita. Aqueles que não se apercebem da gravidade dos delitos cometidos, também ainda não apresentam a firmeza moral para suportar, com resignação e real aproveitamento, os sofrimentos retificadores de que carecem. Só no futuro é que, ao evoluírem mais, se aperfeiçoarão moralmente e se darão conta da gravidade dos erros cometidos no passado, ocasião em que paralelamente já se encontrarão fortalecidos e possuidores da fibra necessária para suportar a retificação correspondente.

Há, contudo, casos relacionados a Espíritos extremamente endividados que se encontram estacionados nos primeiros degraus da escala evolutiva moral, em relação aos quais o desabrochar do complexo de culpa através da percepção dos aspectos delituosos dos atos cometidos vem sendo retardado demasiadamente, o que naturalmente impede se restabeleça a sua caminhada evolutiva. Deixá-los permanecer neste estado seria faltar-lhes com a caridade e assim é que a Providência Divina acaba por intervir, desencadeando o processo de resgate cármico através de outros mecanismos. Não raro, é utilizada a indução hipnótica para se atingir esse fim.

Esses Espíritos são, pois, levados a encarnações compulsórias, habitando corpos físicos, invariavelmente, portadores de profundas limitações. Apresentam-se, com frequência, deformados, ou mesmo totalmente incapacitados de externar manifestações inteligentes. Aquele que ingeriu substância letal, ou que se tornou viciado em bebidas alcoólicas, ou mesmo abusou da alimentação, reencarnará, certamente, com desequilíbrios sérios no sistema digestivo, caracterizados pelo seu mau funcionamento, ou pela propensão a gastrites, úlceras, câncer do aparelho digestivo, etc. Nos casos de inalação de tóxicos ou vício do fumo, o comprometimento ocorrerá no sistema respiratório, apresentando-se, regra geral, através de alergias respiratórias, bronquites repetidas, asma, enfisema, tuberculose pulmonar, etc.

Os processos de regeneração cármica frequentemente acontecem agravados pela problemática obsessiva, pois quando a percepção do erro cometido desenvolve o complexo de culpa já referido, automaticamente se estabelecem conexões magnéticas que interligam o arrependido de hoje aos prejudicados de outrora. As ex-vítimas, se ainda se encontram em desequilíbrio, são, por este mecanismo, atraídas para junto do antigo algoz, que passam a perseguir com propósitos de vingança. Colocam-se na condição de elementos punitivos do infrator, mas ao mesmo tempo lhe dão, pelo reencontro, a oportunidade para que ele trabalhe no sentido da recuperação de suas infelizes vítimas de outrora.

Se o indivíduo em resgate não se mostra suficientemente hábil e decidido a aproveitar a oportunidade para o reequilíbrio, não apenas seu, mas de todo o grupo, o processo obsessivo pode agravar-se e a recuperação transferida para o futuro. Em termos de assistência fluídica, para casos de enfermidade orgânica de origem cármica, tudo que se pode fazer é aliviar suas manifestações. Tal enfermidade é, certamente, necessária ao processo de reeducação do enfermo, quanto às suas responsabilidades no uso adequado do organismo físico que lhe é cedido por empréstimo, na condição de elemento imprescindível à sua evolução.

Luiz Carlos de M. Gurgel
http://www.comunidadeespirita.com.br/saude/doencas.htm

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

AINDA SOBRE A CRIANÇA INDIGO E A CRIANÇA CRISTAL

Crianças Índigo e Crianças Cristal
Exibido no em 02.08.2010 em Escrito nas Estrelas

FAMILIA DE AMIGOS - JEMB.

Ontem nossa reunião de estudo foi muito feliz. Sentimos que cada um de nós quer mesmo pertencer a familia Nucleo Mensageiros do Bem. A alegria,o entusiasmo,a dedição aos estudos e, sobreturdo, o esforço de fazer-se presente apesar de trabalho,estudo e horario corrido. Ja estamos animados com nosso domingo fraterno, de amizade e reflexoes que ocorrera na Praia de Pau Amarelo. E, para que todos ja entrem no clima,segue um lindo video que fala do Amigo Maior Jesus e da familia de amigos que construimos ao longo de nossa caminhada espiritual.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Lutar e Vencer


O ser humano define a si próprio seja cedendo às circunstâncias, seja se

insurgindo diante delas. Em outras palavras, o ser humano é,

essencialmente, dotado de livre-arbítrio. Ele não existe simplesmente,

mas sempre decide como será sua existência, o que ele se tornará no

momento seguinte."

Viktor Frankl

terça-feira, 7 de setembro de 2010

CRIANÇAS ÍNDIGO E CRISTAL
Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007.




Espiritismo Responde - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?

Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar.

Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.

As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape).

O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis.

Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.

As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.

A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.

ER – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?

Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal.

A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças...

Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.

Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf.

A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual.

Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência.

A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição.

Daí é necessário muito cuidado.

Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental.

Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro.

As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.

ER – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?

Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado.

Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição.

Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento... Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.

ER – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?

Divaldo - Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos.

Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer.
Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro.
Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos.

É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.

ER – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?

Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa.

O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”.
Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão.

Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.

ER – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?

Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade.

Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura.

São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom.
A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes.
Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.

http://www.divaldofranco.com/noticias.php?not=42
“Em todo instante, confio em Deus. No que faço, penso em Deus. Com quem vivo, amo a Deus. Por onde sigo, sigo com Deus. No que acontece, Deus faz o melhor. Tudo o que tenho, é bênção de Deus.” Emmanuel (Ação e Caminho – Chico Xavier)

sábado, 4 de setembro de 2010

BOM DOMINGO JEMB!! FIQUEM NA ALEGRIA,NO AMOR E NA PAZ DO AMADO AMIGO E IRMAO JESUS!!!

AINDA A CABANA....

Meus amigos,
Ganhei este livro de presente de aniversário na última quinta-feira.E  este livro é em sua essência um presente mesmo. Ele nos faz refletir através dos diálogos de Mack com Deus,Jesus e Sarayu em nossa própria condição espiritual.
Este Livro tras reflexões tão belas como intrigantes.Nos aproxima de Deus - Papai. É uma explosão ,uma declaração do imenso amor de Deus por nós.
E,sendo assim,qualquer que seja o momento emocional pelo qual estejamos passando,em algum trecho deste livro você vai pensar:"Eu precisava entender isso!".
Para mim,particulamente, que venho em tratamento longo de uma obsessão karmica,que ja me trouxe muitas dores mas que serve de ponte para que eu esteja sempre tentando me melhorar,este livro trouxe consolo. Em alguns momentos deste tratamento,senti a minha vontade fraquejar,cheguei a pensar na injustiça de ser cobrado sem lembrar-me do que devia,de nao poder ver enquanto era sempre vigiada,acompanhada.Lutava contra estes pensamentos tentando nao ampliar mais o nosso sofrimento ( o meu e o do irmão ),atrapalhar o nosso tratamento.Não ha vitimas nem viloes,pensava.
Não vou narrar nada sobre este livro porque  você precisa descobri-lo,lê-lo.Mas vou reproduzir um dialogo sem contextualiza-lo na obra,que Deus-Papai fala sobre o Perdão e que me tocou profundamente,ampliou o meu entendimento,acalentou e acalmou meu espírito.

O dialógo registrado , será iniciado pela fala de Deus - Papai, embora ele esteja contido num dialogo mas extenso e antecede este trecho.
 " _Mack,perdoar este homem é entregá-lo a mim e permitir que eu o redima.
_ Redimi-lo?(...) Não quero que você o redima!Quero que o machuque,castigue,mande para o inferno...(...) Estou travado,Papai,simplesmente não posso esquecer o que ele fez,posso? (...)
_Perdoar não significa esquecer,Mack.Significa soltar a garganta da outra pessoa.(...) O perdão existe em primeiro  lugar para aquele que perdoa,para  liberta-lo  de algo que vai destrui-lo,que vai acabar com sua alegria e com sua capacidade de amar integral e abertamente.(...) ".
BOM ,QUER SABER MAIS? LEIA O LIVRO É FASCINANTE!!!

A Cabana - William P. Young

“Esta história deve ser lida como se fosse uma oração – a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A cabana.” - Michael W. Smith


Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada.

Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime numa tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.

Em um mundo tão cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?
As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de forma tão profunda quanto transformou a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Amigos dando continuidade ao tema da nossa sequencia de emails da semana, segue um texto para reflexao e comentarios na noite de estudo de hoje. Paz e Alegria!!!

                                                              Por Carlos Pereira
                                                 http://casadocaminhobm.blogspot.com/
Jesus Cristo, indagado por um doutor da lei judaica sobre o maior mandamento, assim respondeu: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante a aquele: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas estão contidos nestes dois mandamentos”. Qual deles é o mais importante? Evidentemente que eles se interagem entre si, mas como se pode amar a Deus e ao próximo sem primeiro se amar?


O ato de amar a si próprio é passível de se aprender e o mais genuíno ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que há em nós. Isto, porém, não ocorre do dia para a noite, o auto-amor é um aprendizado de longa duração, até porque amar é uma lição para a eternidade.

O amor a si não se confunde com o egoísmo, porque quem tem atitude amorosa consigo está centrado no self. Conseguiu deslocar o foco de seus sentimentos para a fonte de sabedoria e elevação, criando ressonância com o ritmo de Deus. Amar-se é ir ao encontro de si mesmo, como denominava Carl Gustav Jung.

Ao amarmo-nos, começamos a vencer o individualismo e partimos para conquistar a nossa individuação, isto é, o processo paulatino de expressar nossa singularidade, a “Marca de Deus” em nós; o ato de talhar a individualidade, aquele ser distinto e único que está latente dentro de nós. Para chegarmos a nossa individuação, é necessário aprender a escutar a nossa alma.

Escutar a alma é aprender a discernir entre sentimentos e o conjunto variado de manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. Ao escutar a alma, haveremos, inevitavelmente, de encontrarmos a nossa luz, mas também a nossa sombra, que somente se tornará uma ameaça se não for reconhecida. A nossa sombra só pode ser prejudicial quando negligenciamos identificá-la com atenção, respeito e afabilidade. Como se relacionar, então, com a nossa sombra?

Apenas um caminho: desenvolver crescentemente a nossa luz interior para que ela ocupe o espaço de sombra existente. A etapa inicial para a expansão da luz em nós é a aceitação. Aceitar os nossos sentimentos, desejos, ações, impulsos e pensamentos. Aceitar é entrar em contato sem reprimir. É criar uma conexão sem julgamento, uma vez que aceitação não significa condenação ou adesão passiva, mas entender, investigar e redirecionar esse patrimônio sem rigidez e desamor.

Se nós não nos aceitamos, magoamos a nós mesmos, por isso, o auto-amor é também o autoperdão. Perdoar é ter uma atitude de compaixão que nos distancie dos julgamentos e críticas severas e inflexíveis.

Há algo, porém, que nos impede de aceitarmos como somos: o orgulho. O orgulho é o sentimento de superioridade pessoal que nos faz criar ilusões sobre nossa verdadeira situação. O orgulho traz consigo a arrogância. O sentimento de arrogar significa a exacerbada estima a si mesmo, o autoconceito superdimensionado, o desejo compulsivo de se impor aos demais. O pior, ainda, é a nossa arrogância de acreditar convictamente no julgamento que fazemos acerca do nosso próximo, atitude esta que destrói profundamente a convivência humana.

A superação do orgulho se consegue através do exercício da humildade, ou seja, descobrindo-se quem se é. Nem mais, nem menos. Com a humildade, é possível se reconhecer e começar a se aceitar. Com a humildade, nasce o desejo de servir ao próximo, saindo-se de si e indo ao encontro do outro.

Após a aceitação do que temos e do que somos, superando o orgulho, devemos buscar desenvolver a autonomia dos sentimentos, que é a habilidade de gerir bons sentimentos em relação a nós mesmos; é a capacidade de libertar-se dos padrões idealizados, assumindo a sua realidade de busca do melhor possível; é libertar-se da correnteza da baixa auto-estima proveniente do subconsciente. As quatro principais vivências que conduzem a autonomia de sentimentos são: a auto-estima, a resistência emocional, saber o que se quer e escutar os sentimentos.

A pior conseqüência da falta de autonomia dos sentimentos é medir o valor pessoal pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra os sentimentos apenas para agradar e sentir-se incluído, aceito. Neste caso, a aprovação alheia passa a ser mais importante do que a própria aprovação interior.

Quem se ama, escuta os seus sentimentos e aprende a discernir o que quer da vida, a sua intenção-básica de existir, pois quem não sabe o que quer não toma decisões afinadas com seu íntimo e tampouco vive em paz. Quanto mais consciência se tem de suas reais intenções, mais a criatura visualiza seu futuro, sustenta seus ideais, melhora a relação consigo, alcança o clima de serenidade, dilata a sua responsabilidade e sintoniza-se com seu planejamento reencarnatório.

Quem se ama, imuniza-se contra as mágoas, guarda serenidade perante acusações, desapega-se da exterioridade como condição para o bem-estar, foca as soluções e valores, cultiva indulgência com o semelhante, tem prazer de viver e colabora espontaneamente com o bem de todos e de tudo.

Quem se ama, aprende o sentido impermanente e transitório da vida e se desprende de tudo aquilo que possa lhe aprisionar e impedir sua evolução.

Quem se ama, dispensa a imponência das máscaras e é feliz por ser quem é.
Brilhe a vossa luz!

Texto construído baseado no livro “ESCUTANDO SENTIMENTOS – A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS”, de Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira.